Maternidade e Academia

Este é um post convidado – e acredito que é o post mais importante na história deste blog. É sobre como é ser mãe na Academia, com todas as demandas de aulas, artigos – e com todas as demandas maternas. E para isso, convidei quatro amigas, todas da Ecologia, para relatarem suas experiências: Amanda Anjos (bióloga pela UFG, mestra pela UESC), Amanda Cerqueira (que está no começo do doutorado na UESC), Leiza soares (na metade do doutorado na UESC) e Larissa Rocha (doutora e pós-doc na UESC). Os textos se complementam, abordando as dificuldades e as coisas boas. Muitíssimo obrigado por terem aceitado o convite, e desculpem a eventual pressão para ter os textos prontos!

Amanda C.

Quando o Pavel me pediu para escrever um texto sobre vida acadêmica e maternidade para o seu Blog, me esforcei para esse texto/textão não sair tanto como um desabafo e sim sobre uma realidade vivida pelas mamães estudantes, mas não sei se isso é possível (risos). Então, vamos lá…

Se você é estudante e quer ser mamãe e se você é mamãe e quer ser estudante (ou se você foi escolhida no acaso dos não planejados), você tem que ter noção de que precisará de muito planejamento, muita organização e muita, mas muita ajuda. No meu caso, que sou estudante de Doutorado do curso de Ecologia da UESC, a maternidade veio no final do meu mestrado, quando descobri, no início de 2016, que ia ser mãe. Já tinha vontade de fazer o doutorado, mas estava naquela fase de muito cansaço pós-mestrado e no limbo “o que vou fazer da minha vida agora?” Com a maternidade isso se intensificou um pouco mais. Porém, com o apoio de minha família, principalmente da minha mãe, resolvi prestar a seleção para o doutorado meio em cima da hora, tendo que estudar para a seleção nos últimos meses da gravidez, e durante esse período o meu Heitor <3 veio a esse mundo, e dez dias depois do parto fiz e refiz em conjunto com meu orientador o projeto para prestar a seleção – não foi fácil. E a partir daí eu vi que eu precisaria me organizar muito mais para conciliar esses dois universos tão particulares.

Quando começou o doutorado eu percebi que a vida acadêmica não cede espaço para a maternidade e quer nos obrigar a uma das duas coisas: ou você segue carreira ou você cria seus filhos. Isso não está em nenhum regimento ou edital, mas implícito em vários momentos do dia-a-dia universitário. A começar por uma escassez de rede de apoio para deixar nossos filhos, #cadeacreche? Pois é, começando pela estrutura da universidade (realidade da UESC), não existe ambiente para levar o seu filhote. Se você não tiver a sorte (como eu) de ter uma mãe, ou alguma pessoa de confiança, que felizmente pode cuidar do seu filho, ou se você não tiver condições financeiras para investir quase um salário mínimo em uma creche em tempo integral, ou se você e seu companheiro(a) não chegarem a um acordo que ele(a) ficará cuidando da cria, ou qualquer outra opção que você possa pensar, sinto lhe informar que a academia não tem estrutura suficiente para que você siga sua carreira.

Fora isso, mesmo que a sua Universidade possua estrutura ou você consiga uma rede de apoio para cuidar do seu filho na sua ausência, o corpo docente e algumas vezes até discente não é compreensivo com nossa realidade. A cultura estabelecida na pós-graduação, de maquinas geradoras de artigo e de pouca ou nenhuma vida além da academia, gera uma rotina muito sobre-carregada e cruel para todos. Será que a gente tem que aceitar essa forma e achar isso normal (assunto para outro post né)? Por exemplo, em disciplinas condensadas você tem aula pela manhã e tarde e muitas vezes tem artigo para discutir no outro dia. Qual o tempo que sobra? Sendo que quando você chegar em casa você tem uma criança, que não tem a mínima noção que você tem um paper de 15 páginas para ler e quer sua atenção exclusiva, já que você passou o dia todo longe dela, fora isso, você ainda tem que preparar toda a logística que envolve deixar o seu filho para passar o dia em outro local. Não tem tempo. Recebi conselhos de minha amada orientadora de TCC e busco segui-lo: ou você procura cavar tempo para você e sua família ou a academia vai te sugar. Você tem que abrir espaço, porque se não, com tanta pressão de todos os lados você fica doente e aí que o trabalho não anda mesmo.

Tudo é questão de ajuste, lembro que nas minhas primeiras disciplinas no doutorado, Heitor ainda ia completar 5 meses, eu ficava bastante perdida, na aula com pensamento nele o tempo todo, o peito doendo com o leite chegando, não conseguia me concentrar, quando chegava em casa me sentia mal por não ter dado o meu melhor naquela aula. Mas isso vai passando, o nosso corpo vai se acostumando com a maratona pesada e nossa mente também vai se acostumando com a distância do filho. Com o tempo aprendemos a criar limites, a não aceitar muito trabalho, a não prometer mais para o orientador prazos que você sabe que com uma criança você não consegue cumprir, a não ser a melhor da turma durante essa fase e por aí vai.

Então o que eu sinto é que nós mamães doutorandas temos que contar com a sorte, sorte de ter um orientador, professores, colegas de turma humanos e que compreendam a nossa realidade. E não deveria ser sorte, não é? Mas já que escolhemos unir esses dois mundos, temos que ter jogo de cintura para abraçar as duas causas, sendo recorrente a sensação de culpa, de que você não está sendo nem uma boa mãe, nem uma boa doutoranda, mas temos que saber lidar com essa culpa diária e dar nosso melhor. Sabendo que em fases de correria da universidade você vai ficar faltosa com a maternidade, e em fases de doenças, birras, e muitas noites mal dormidas você ficará faltosa com o seu estudo. É uma situação de ser franca e transparente principalmente com você e com sua equipe de trabalho. Você não tem mais como ser 100% para academia como era antes, você muitas vezes terá que renunciar ida a congressos, eventos, cursos e viagens de campo que necessite sua ausência, pelo menos até o filhote ser mais independente e desmamar, por exemplo #desmamaHeitor.

Brincadeiras à parte, não é fácil, mas é possível. Com muita organização, cabeça no lugar para lidar com a voz da culpa, e muito diálogo com as pessoas que trabalham diretamente com você e com sua família – tudo isso são fatores essenciais para que as coisas fluam. No ambiente acadêmico existe a grande vantagem de ter horários mais flexíveis em comparação com outros empregos, e algumas tarefas até podem ser realizadas em casa enquanto o bebê brinca e assiste Mundo Bita (programação musical preferida de Heitor), que é com quem me despeço com um trecho e agradeço a oportunidade de falar um pouquinho sobre a realidade da mamãe acadêmica:

“Nosso corpo fala preste muita atenção
Não precisa palavra para a comunicação
Tantas são as formas de cruzar a imensidão
Demonstrando para o mundo nossa superação

Quem disse que não podemos?
Nunca duvide de nós!
Somos especiais, quase super-heróis”
(“A diferença é o que nos une”, Mundo Bita)

Amanda A.

Falar sobre como consegui conciliar minha vida acadêmica com a maternidade não é lá assim tão simples, pois muitas são as lembranças que vêm para rechear este assunto, começando por aquelas da fase da gestação. Bom, foi repentrepentino sim! principalmente para as pessoas ao meu redor, mas esse susto foi rapidamente substituído por alegria e atitudes de encorajamento, porque, como toda boa virgiana é muito seletiva nas pessoas que a cercam rs, meus amigos e minha família são os melhores que existem, e o que veio depois foram muitos episódios de alegria e um tanto de cansaço.

O que posso destacar é:

  • Fazer um faculdade de ecologia com professores brilhantes é sensacional, melhor ainda é quando você descobre que além de brilhantes, são muito compreensivos e carinhosos, especialmente o que foi meu orientador, professor Natan Maciel;
  • Assistir uma palestra do IBAMA sobre a rede de tráfico de animais silvestre é show, mais impactante ainda foi sentir pela primeira vez o chute da Maria Clara durante a palestra e dá aquele grito “mexeu!!!” rs Era auditório cair na risada
  • Aprender ou tentar aprender programação no R já é uma aventura, com um bebê então, revirando sua barriga é mais divertido ainda rs. Só mesmo a super aula do professor Thiago Rangel para conseguir prender minha atenção no computador
  • Ficar o dia inteiro no laboratório de genética é exaustivo, com uma barriga de oito meses, nem me fale! Mas nada tirava minha empolgação com a expectativa da PCR ter dado certo rsrs
  • Escrever seu trabalho de conclusão de curso é desafiador, mais ainda ouvindo o DVD da Galinha Pintadinha
  • Ir ao laboratório de herpetologia e rever os amigos era muito bom, mas chegar lá e não darem a mínima pela sua presença, apenas para sua filha querida por todos, é muito mais gostoso!

Enfim, não tive e não tenho do que reclamar. A vinda da Maria Clara trouxe muitos desafios, mas não trocaria isso por nada, porque estudar ouvindo Peppa Pig é muito mais legal? Não rs. Porque dentre tantas coisas boas, ela me ensinou a ser mais paciente com o meu próximo e comigo mesma, me ensinou a organizar melhor meu tempo, a planejar minhas atividades, a não me desesperar com uma nota abaixo de nove, a não chorar com críticas destrutivas, a não me preocupar tanto com um seminário, pois afinal de contas, não é nenhum sofrimento como de um parto normal rs.

Sou muito grata a Deus por minha filha, que compreende melhor do que qualquer um a frase  “Filha, a mamãe tá trabalhando, agora não”, e ao meu maridão que não poupou esforços e que cuida dela melhor do que eu rs. Finalizo este textão rs com uma fala não muito amigável que escutei durante a gestação, mas que tomei pra mim com outro sentido, o de felicidade e satisfação… “Foi pra faculdade e arranjou outro tipo de diploma”, arranjei mesmo, e o melhor de todos, o diploma de ser mãe!

Leiza

O ambiente acadêmico está cada vez mais competitivo e acirrado e a conquista do “seu lugar ao sol” está atrelada a um alto investimento de tempo dedicado aos estudos e preparo profissional. A aprovação no tão sonhado concurso público exige muito mais de um candidato hoje do que, por exemplo, há 15 anos. Um exemplo disto é a existência de concursos na minha área que exigem a titulação mínima de doutor para ser considerado apto na inscrição. Isso quer dizer, que se você investiu apenas 12 anos na educação básica, pelo menos 4 anos na graduação e 2 anos no mestrado você ainda não é bom o suficiente para provar que de fato pode ser bom.

Este ambiente pode se tornar mais inóspito quando a busca pelo reconhecimento profissional não segue uma sequência linear de eventos. Quando você decide pausar a sua formação para se dedicar a outros aspectos da sua vida pessoal, sem ter alcançado o êxito profissional, você pode ser julgado como fraco pelo universo. E este cenário pode se tornar ainda mais cruel para as mulheres que desejam conciliar a formação profissional com a maternidade, porque é neste contexto que um corpo massivo de julgamentos é gerado pela sociedade.

Como sobreviver a essa enxurrada de julgamentos? Como é possível conciliar a vida acadêmica com a maternidade? E como é possível manter a sanidade mental durante este processo?

A resposta é: eu não sei. Não tenho uma resposta definitiva para nenhuma destas perguntas, porque eu me tornei mãe quando estava ingressando no doutorado, há apenas 2 anos e 4 meses e nesse universo todo dia pode ser uma surpresa e uma batalha diferente. Primeiro eu sobrevivi à batalha do meu inchaço corporal no último semestre da gestação, quando usava as meias de compressão que me deixavam num forno particular enquanto tentava fazer as atividades diárias no laboratório. Depois eu sobrevivi ao puerpério e toda a minha crise existencial que chegou junto com ele. Eu era uma marinheira de primeira viagem e ao mesmo tempo em que me questionava sobre como superar as dificuldades na amamentação, os dias de cólica, as noites que viravam dia, os regurgitos, as horas do banho, a troca de fraldas e as crises de refluxo eu também questionava a minha capacidade enquanto mãe e a capacidade que eu teria para retornar as atividades acadêmicas na minha nova condição na maternidade. Depois eu sobrevivi ao meu retorno à academia e a terrível sensação do abandono da cria quando me deparei com seu rostinho vermelho regado por lágrimas que escorriam dos olhos que gritavam “não me deixe aqui sozinho”. Sobrevivi também a todo o período de adaptação na escolinha e as várias semanas que a cria ficava doente em casa e eu precisava administrar o cuidado dele com os dias de aula, as reuniões e as minhas atividades em campo e no laboratório.

Sobrevivi a tudo isso e continuo sobrevivendo às minhas pequenas batalhas diárias como preparar o pequeno e a sua lancheirinha da escola pela manhã e não me atrasar para o início da aula, porque contei (e conto) com uma rede gigantesca de apoio. Apesar de ter escutado inúmeros comentários cruéis do tipo “eu não acredito que você teve coragem de colocar seu filho numa escolinha tão cedo” eu resolvi colocar um filtro no coração que só me deixa absorver as energias positivas que são emanadas ao meu redor. Isso não significa dizer que às vezes eu não dou umas “despirocadas” e me abalo com uma situação específica. Quando isso acontece entro em crise achando que sou uma péssima mãe porque terceirizo a educação do meu filho, péssima dona de casa, porque a minha casa está sempre um caos, péssima esposa, porque inúmeras vezes deixo o digníssimo em segundo plano e péssima acadêmica, porque estou quase sempre entregando as minhas obrigações no último prazo (esse texto que vos escrevo foi construído exatamente assim: estou prometendo ele há quase dois meses e ontem recebi um intimato que me fez acordar hoje às duas da manhã para cumpri-lo. Desculpe, Pavel, dormir todas as outras vezes antes que tentei escrevê-lo). Mas no meio dessa crise eu lembro da minha imensa rede de apoio e compreensão, lembro do meu companheiro que é parceiro para as todas as tarefas, das avós que se disponibilizam para revezar os cuidados com o neto, dos ombros amigos que me escutam e me acolhem nos seus abraços, das minhas orientadoras que também são mães e além de me compreender me inspiram com as suas próprias histórias e com isso ganho força novamente para enfrentar e sobreviver mais um dia.

Depois de viver tudo isso a única certeza que eu tenho é sobre o quanto nós mães precisamos que o ambiente acadêmico exercite mais a empatia. Precisamos que vocês sejam mais empáticos porque nós já temos os nossos próprios leãos diários para enfrentar, nós já sofremos com a falta de acolhimento estrutural da universidade que vai desde ausência de creches até a falta de um trocador de bebê no banheiro. Não precisamos de mais julgamentos. Somos acadêmicas, mas não perdemos a nossa condição humana, somos mulheres e somos mães e um acolhimento emocional faz muita diferença no nosso dia, ele pode continuar mantendo a nossa sanidade mental enquanto buscamos a estabilidade da nossa família.

Larissa

Quando Pavel me convidou para escrever esse post eu achei muito legal a oportunidade de dividir essa experiência e topei na hora, mas logo na sequencia veio a pergunta pode ser pra daqui um mês? Hehe isso representa bem a vida de mãe e pesquisadora, o interesse para pesquisas e outras coisas legais continuam, mas agora o tempo é mais escasso.

Como uma pessoa organizada que tento ser (rs), planejei minha gravidez para depois do período de campo e depois do doutorado sanduiche, e assim foi. No entanto, durante a gestação já ficou claro que tudo na minha vida iria mudar, inclusive que eu não iria cumprir muita coisa do que estava planejando (rs), por exemplo escrever minha tese durante a gestação, pois eu não contava com o sonoooo exacerbado, não contava com as noites mal dormidas, não contava com a cabeça no mundo do Bebê (haa como ela vai ser, nossa imagina quando ela tiver sorrindo, nossa ainda tenho que comprar tanta coisa antes dela nascer…kkkkk). E então veio o dia fato tão esperado (dia esperado não, pois ela veio no susto antecipadamente rs), Eloá nasceu, e virou meu mundo de ponta cabeça… muitas emoções juntas, um mix de alegria, amor, medo, ansiedade. Levei uns 3 meses para conseguir estabelecer uma “rotina” de trabalho novamente, e começar o processo de terminar minha tese que já não podia ser mais adiada. Foi nesse período que comecei a lidar melhor com nova realidade de ser mãe e de ser pesquisadora ao mesmo tempo, e tive a sorte de contar com o apoio da família (muito importante, mesmo tendo que ser “eu” para tudo, e não podia me afastar da Eloá por nem uma horinha) e apoio da minha orientadora que já tem muita experiência com essa realidade. Quando consegui entregar e defender a tese, e com a Eloá ao meu lado (crescendo e ficando cada vez mais esperta – já estava com 6 meses), notei que tudo ia dar certo, que apesar do cansaço, das noites sem dormir, do estresse… era possível conciliar as coisas.

Acredito que daqui para frente conciliar a vida de mãe e pesquisadora vai ser mais fácil. Eu aprendi a aproveitar melhor o tempo (que continua sendo escasso), a me concentrar e focar mais, a priorizar as atividades, e a dividir a vida com um serzinho que amo tanto – que dá vontade de ficar agarradinha o tempo todo (menos de madrugada, quando eu quero dormir e ela quer chorar/brincar/mamar). Além disso, as demandas da cria vão mudando, agora Eloá com 9 meses e já sem o leite materno consegue ficar o dia todo longe de mim. Assim vão surgindo novos desafios, como por exemplo a primeira noite longe da cria (fiquei com o coração apertado de saudades; mas fiquei feliz que depois de 9 meses iria dormir uma noite inteira sem precisar acordar 2/3/4 vezes – mas adivinha só? Acordei várias vezes à noite do mesmo jeito kkkk).

Resumindo, eu acredito que tem como ser uma boa mãe e uma boa pesquisadora ao mesmo tempo, mas acho vou ter esse conflito interno por muito tempo: Ahhh não estou sendo uma boa mãe, porque estou trabalhando demais X ahh não estou sendo uma boa pesquisadora porque não tenho tempo para me dedicar. Eu ainda estou aprendendo a ponderar o tempo para cada uma das atividades, assim como diminuir as cobranças, e curtir os momentos tanto ao lado da cria quanto distante dela.

 

5 pensamentos sobre “Maternidade e Academia

  1. Que top, meninas! Textos muito pertinentes. Mais uma excelente sacada do Pavel. Bom conhecer um pouco mais desta vida dupla de vocês. E Amanda acha pouco e ainda assume a representação discente pra eu encher a paciência dela mais ainda… Eheheh… Parabéns, duplamente vencedoras!

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  2. Li com muito gosto e cumplicidade os depoimentos das Amandas e da Larissa. Também sou mãe de uma menina de quatro anos. Me enxerguei em cada linha bem escrita. E lendo as três mães, me lembrei da recentemente premiada mulher do ano aqui no Brasil. Com todo o meu respeito ao talento da bela Anita, anseio que as Larissas e as Amandas sejam valorizadas, honradas e que transbordem inspiração para as tantas outras mães e crianças do nosso país. Outrossim, anseio que essas jovens mulheres sejam as heroínas, as guias, o timoneiro, o prumo, a baliza, a régua, o escalímetro, o espelho, a bússola, a estrela, o sol e a lua para outras tantas meninas. E que tais crianças sonhem em dedicar suas horas e minutos e segundos em prol da cura, em prol da sustentabilidade, em prol da paz entre os povos, em prol da humanidade, bem assim da perpetuação da vida em todas as suas formas. Apenas um sonho. Não as conheço, mas confio o meu apreço e a minha reverência às competentes mulheres que vocês três se tornaram! Parabéns Pavel. Quanta sensibilidade a sua em nos prover este baluarte: um trecho das vidas dessas mulheres, pesquisadoras e, sobretudo, mães! Soraya Carvalhedo Honorato

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  3. Pingback: Sobre ser cientista e mãe – Mais Um Blog de Ecologia e Estatística

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