Sobre iniciações científicas supimpas em Ecologia

Eu gosto muito de trabalhos de iniciação científica (ou IC para os íntimos). Acho estes trabalhos uma ótima porta de entrada para o mundo da pesquisa, podendo estimular interesse na área ou, alternativamente, permitir que alguém veja que realmente não tem interesse na área. Pode ser o início de uma longa e bela jornada; ou não; de qualquer modo, tem grandes chances de ser uma ótima experiência. E talvez seja o trabalhólatra* em mim falando, mas acho que IC pode, e deve, ser algo interessante, estimulante e, sim, divertido!

Mas para que serve, oficialmente, uma iniciação científica? De acordo com um edital da UFBA, os objetivos da IC incluem “Despertar a vocação científica e desenvolver talentos para a pesquisa“, “contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa“, e “estimular pesquisadores a engajarem estudantes de graduação nas atividades de
iniciação científica e tecnológica“. (Estas são algumas das finalidades do edital, mas acho que podemos aplicar elas à IC como um todo). E então fica a pergunta… Como podemos atingir estes objetivos? E como podemos atingir estes objetivos e simultaneamente fazer pesquisa científica de qualidade?

Neste texto vou falar um pouco sobre a minha visão de IC (com base na minha experiência, mesmo que limitada, e com base no que tenho pensado nestes últimos anos) e um pouco sobre como trabalhos de IC, dado tempo e/ou colaborações suficientes, podem gerar pesquisas ecológicas interessantes, relevantes, supimpas e dahora.

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