Ciência, Amazônia e o chamado para a aventura

Versão em áudio disponível clicando aqui. Este é um post convidado, escrito por Ivana Cardoso, licenciada em ciências biológicas e estudante de mestrado do PPG Ecologia e Conservação da Biodiversidade da UESC. A convidei para escrever esse texto depois de algumas conversas por email sobre o blog, nas quais pensei “Olha, essa pessoa poderia escrever um texto bem legal!” Eu estava certo! 🙂

Talvez você esteja se perguntando quem sou eu, de onde vim e por que raios estou escrevendo um post para o blog. Particularmente, eu não sou alguém importante, não venho de uma faculdade renomada e de uma cidade que você já tenha ouvido falar. Sou de uma cidade pequena no Rio Grande do Sul, chamada Júlio de Castilhos, venho de um IFFar, Instituto Federal Farroupilha, onde cursei Licenciatura em Ciências Biológicas. Então, o que possivelmente eu estaria tentando escrever aqui no blog? Bom… neste post, venho escrever um pouco sobre minha jornada do herói (como diz Marco Mello). Quando ingressei na faculdade, no ano de 2015, eu nada sabia sobre ciência, artigos científicos e rede de contatos, mas Gandalf já dizia que nem mesmo os muito sábios podem ver todos os fins.

Meu chamado para aventura foi através de uma seleção para um voluntariado no Amazonas, aquele que você faz, mas não tem muita esperança de ser selecionado. Foi assim comigo: me inscrevi, fiz a seleção e recebi com muita surpresa, uma semana depois, a notícia de que tinha sido escolhida. Agora, me restava decidir se deixaria minha família e partiria para fora do meu estado pela primeira vez, com pessoas que eu não conhecia. Eu decidi: tranquei um semestre de meu curso, fiz um seguro de vida (para desespero da minha mãe haha) e pensei, como Bilbo Bolseiro, estou indo em uma aventura!

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Dicas para aprender inglês

Caso você prefira ouvir ao invés de ler esse texto, uma versão em áudio (mp3) está disponível clicando aqui

…Eu ia escrever mais sobre temas ecológicos esses tempos. Mas não estou com muita vontade, então, seguindo os resultados de uma rápida pesquisa de opinião que fiz, decidi escrever um post com dicas de como estudar inglês! Já ouviram falar de procrastinação produtiva? É quando você faz algo importante como forma de deixar de fazer outra coisa importante. Esta postagem é um exemplo disso. 🙂

Não vou escrever sobre exames (TOEFL etc) porque eu pessoalmente não acredito em estudar para exames… Acredito em estudar para aprender algo, e ir bem no exame é mera consequência.

E também não sei se sou uma boa pessoa pra falar sobre isso porque eu fiz curso de inglês (CCAA) durante vários anos; mas, por outro lado, embora importante, eu não acho que o curso sozinho tenha sido suficiente, e talvez ele nem tenha sido o mais importante pra eu aprender inglês. Foi importante, sim; mas eu acredito que é possível aprender sem fazer um curso formal, especialmente se houver pessoas que lhe possam dar um retorno sobre aspectos do que você fala, escreve e entende. Aqui vou dar umas dicas com base na minha própria experiência, que pode fazer sentido para você ou não.
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Atividades não-acadêmicas úteis academicamente

Caso você prefira ouvir ao invés de ler esse texto, uma versão em áudio (mp3) está disponível clicando aqui 🙂

Já repararam como na Academia frequentemente nos referimos a qualquer atividade não-acadêmica como procrastinação? Sendo que às vezes nem é. Muitas vezes não é! Parafraseando Iron Maiden, there’s a time to work and a time to rest (ou seja, existe um tempo para trabalhar e um tempo para descansar). Não é porque alguém não está trabalhando na sua tese ou artigo ou preparando aula ou participando de reunião ou estudando que a pessoa está procrastinando – não dá pra trabalhar o tempo todo, a não ser por curtos períodos, e ter uma vida também faz bem pro Lattes! E cuidar da saúde, física e mental, é legal.

Mas esse não é mais um post pra reforçãr que você não precisa trabalhar horas infinitas, que existe vida fora do trabalho, e que podemos aumentar nossa produtividade se organizarmos bem o tempo e matermos um foco no trabalho enquanto estivermos de fato trabalhando, sem ter que trabalhar até a exaustão e abdicar de outras atividades. Aqui venho discutir um pouco sobre como atividades que aparentemente não tem nada a ver com a vida acadêmica podem nos auxiliar em diferentes aspectos do nosso trabalho, ajudando a nos tornar profissionais melhores. Inclusive tem um post no Dynamic Ecology, com vários comentários interessantes, discutindo isso, dêem uma olhada clicando aqui!

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