Um jogo para o anotherecoblog

Este é um post convidado, escrito pelo meu amigo Marcos Henrique de P. D. da Silva, licenciado em Matemático, desenvolvedor de jogos didática e a pessoa a quem recorro quando tenho perguntas sobre jogos. Um tempo atrás pedi para ele escrever sobre criação de jogos, e éis o resultado; eu achei sensacional. (Ele escreveu já faz um tempo, mas estive em um período conturbado e só consegui publicar agora). Marcos também mantém o blog Abaruna, com jogos inéditos, e já escrever um post sobre Pensamento Computacional para este blog.

Começo do mês de abril (dia 3), me apareceu uma proposta para escrever um post neste blog sobre como criar jogos, dando preferência a temas como Ecologia ou Educação Ambiental. Infelizmente este é um assunto impossível de se sistematizar, não há uma receita objetiva e replicável que permita construir jogos de nenhuma natureza. Temos entretanto, algoritmos e métodos para elaborar partes da estrutura que forma um jogo, e estudos práticos na forma de guias apoiados na subjetividade humana, capazes de auxiliar pessoas a criarem jogos. Assim, não é possível explicar como se criam jogos, nem mesmo querer ensinar caminhos bem-sucedidos, acreditando que cubram todas as direções possíveis. Criar um jogo é defendido por alguns autores como um Wicked Problem (na tradução literal, problema perverso), dessa forma, somente conseguimos formular com clareza nosso problema (jogo) quando já conhecemos uma solução satisfatória (jogo pronto). A perversidade do problema está exatamente nesta relação, você precisa resolvê-lo às cegas para então identificar o que estava resolvendo.

Então a resposta que dei ao dono deste blog foi, não é possível fazer o que você quer. Mas farei um jogo para seu blog e narrarei o processo criativo a medida que construo. Sendo assim, depois de quase 20 dias de reflexão, eis que escrevo o post solicitado.

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