Maternidade e Academia

Este é um post convidado – e acredito que é o post mais importante na história deste blog. É sobre como é ser mãe na Academia, com todas as demandas de aulas, artigos – e com todas as demandas maternas. E para isso, convidei quatro amigas, todas da Ecologia, para relatarem suas experiências: Amanda Anjos (bióloga pela UFG, mestra pela UESC), Amanda Cerqueira (que está no começo do doutorado na UESC), Leiza soares (na metade do doutorado na UESC) e Larissa Rocha (doutora e pós-doc na UESC). Os textos se complementam, abordando as dificuldades e as coisas boas. Muitíssimo obrigado por terem aceitado o convite, e desculpem a eventual pressão para ter os textos prontos!

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Secretariando na Pós

Este é um post convidado, escrito por Iky Anne Dias, secretária do PPGECB-UESC sem a qual, junto com a Amábile, o Programa provavemente estaria em ruínas. Pedi pra Iky escrever este post ao perceber que eu mesmo, durante minha pós-graduação, não dava o devido valor à Secretaria do meu Programa. E também porque via de regra não sabemos como é este trabalho. Então, aqui está! 🙂

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Sobre (a falta de) parceria na academia

Este é um post convidado, escrito por Marcela Marega Imamura, doutoranda em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela UESC. Uma das motivações para sua tese é buscar melhores caminhos para uma maior comunicação entre as ONGs voltadas à conservação de golfinhos e baleias do Atlântico Sul Ocidental.

Pavel me convidou para escrever sobre alguma experiência ou ideia em seu blog e de cara me veio um tema a respeito do qual venho refletindo desde que ingressei na empreitada acadêmica, é sobre algo que estamos predestinados a nos esbarrar em todas as instituições. Não é sobre mim.

Imagine uma situação em uma academia em que bombados estão em frente ao espelho olhando pra si admirando-se e olhando de relance, invejando o tanquinho e muques do outro. Então, situações assim acontecem frequentemente na “nossa vida de academia” com o Currículo Lattes.

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Conservação mundo afora: ICCB 2017 (Cartagena, Colômbia)

Recentemente, no final de julho, participei do International Congress for Conservation Biology  – ICCB 2017. Este é um evento internacional de alto nível, organizado pela Society for Conservation Biology – sim, aquela que publica as revistas Conservation Biology e Conservation Letters. Eu havia participado de um evento desses em 2005, em Brasília, no começo da minha graduação; e agora, doze anos mais tarde, resolvi participar de um segundo. Posso falar que valeu muito a pena!

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Ciência e Sociedade em Taiwan: um relato do Land Policy for Sustainable Use Development

Este é um post convidado, escrito por Soraya Carvalhedo Honorato, agricultora com colaborações científicas na UESC. Soraya inclusive foi minha aluna de estatística. 🙂 Este ano ela participou de um curso internacional relacionada a desenvolvimento rural sustentável, em Taiwan, e conta aqui um pouco desta experiência.

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Quando dois é pior do que um, ou: Hurlbert avisou!

Um vento nasceu sobre o Oceano Atlântico. Este vento soprou por cima dos mares e das terras, indo ao norte, em direção à Bahia. Deslocou dunas em Itaúnas, moveu jangadas na RESEX de Canavieiras, derrubou galhos secos na ReBio de Una, e apenas como uma brisa leve chegou a Ilhéus, balançando as folhas das palmeiras. Este vento não era o começo; mas ele era um começo.

E enquanto o vento soprava, eu fazia simulações no meu computador. Em parte inspirado por um post em que Stephen Heard se pergunta se, em trabalhos ecológicos, dois é de fato melhor do que um, resolvi explorar uma situação em que dois pode ser pior do que um. (Código disponível aqui)

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Gráficos de barras (e um pouco de ANOVA) em R

(Este post pressupõe um conhecimento básico de R. Tenho um post introdutório, caso queira, aqui).

Às vezes a melhor forma de apresentar os nossos resultados é um gráfico de barras, por exemplo quando queremos comparar entre diferentes níveis de alguns tratamentos. Por exemplo, em um artigo [recém-aceito, uhul!], comparamos o tempo de sobrevivência de ninhos artificiais entre duas localidades (borda e interior) e duas alturas (alto e baixo). O gráfico resultante foi o seguinte:

fig1.png

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