Conservação mundo afora: ICCB 2017 (Cartagena, Colômbia)

Recentemente, no final de julho, participei do International Congress for Conservation Biology  – ICCB 2017. Este é um evento internacional de alto nível, organizado pela Society for Conservation Biology – sim, aquela que publica as revistas Conservation Biology e Conservation Letters. Eu havia participado de um evento desses em 2005, em Brasília, no começo da minha graduação; e agora, doze anos mais tarde, resolvi participar de um segundo. Posso falar que valeu muito a pena!

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Ciência e Sociedade em Taiwan: um relato do Land Policy for Sustainable Use Development

Este é um post convidado, escrito por Soraya Carvalhedo Honorato, agricultora com colaborações científicas na UESC. Soraya inclusive foi minha aluna de estatística. 🙂 Este ano ela participou de um curso internacional relacionada a desenvolvimento rural sustentável, em Taiwan, e conta aqui um pouco desta experiência.

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Quando dois é pior do que um, ou: Hurlbert avisou!

Um vento nasceu sobre o Oceano Atlântico. Este vento soprou por cima dos mares e das terras, indo ao norte, em direção à Bahia. Deslocou dunas em Itaúnas, moveu jangadas na RESEX de Canavieiras, derrubou galhos secos na ReBio de Una, e apenas como uma brisa leve chegou a Ilhéus, balançando as folhas das palmeiras. Este vento não era o começo; mas ele era um começo.

E enquanto o vento soprava, eu fazia simulações no meu computador. Em parte inspirado por um post em que Stephen Heard se pergunta se, em trabalhos ecológicos, dois é de fato melhor do que um, resolvi explorar uma situação em que dois pode ser pior do que um. (Código disponível aqui)

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Gráficos de barras (e um pouco de ANOVA) em R

(Este post pressupõe um conhecimento básico de R. Tenho um post introdutório, caso queira, aqui).

Às vezes a melhor forma de apresentar os nossos resultados é um gráfico de barras, por exemplo quando queremos comparar entre diferentes níveis de alguns tratamentos. Por exemplo, em um artigo [recém-aceito, uhul!], comparamos o tempo de sobrevivência de ninhos artificiais entre duas localidades (borda e interior) e duas alturas (alto e baixo). O gráfico resultante foi o seguinte:

fig1.png

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Extensão universitária: PPGECB/UESC

Uns tempos atrás eu escrevi que pode ser mais fácil encontrar um unicórnio do que um projeto de extensão em algumas universidades. E uns tempos depois disso pensei, não é muito feio quando um cientista faz uma afirmação assim e nem se dá ao trabalho de testá-la?

Então recentemente pedi (via a nossa excelente secretaria!) para discentes e docentes do programa de pós-graduação onde sou pós-doc (PPGECB, da UESC) responderem a um questionário. Neste questionário, eu perguntava: qual o vínculo da pessoa com a UESC, se a pessoa está evolvida (coordenando e/ou participando) em algum projeto de extensão, e pedi para escrever sobre estes projetos.

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Oportunidades de bolsa no exterior

Este é um post convidado, escrito pela minha amiga Milene Alves-Eigenheer (também conhecida como Ju), da Unesp de Rio Claro. O post foi escrito em 5 de abril mas se perdeu em algum lugar do cyberespaço (acho que esqueci de ver o email) e estou colocando ele com atraso. A Milene é doutoranda em Ecologia e Biodiversidade pela UNESP Rio Claro, com grande interesse em dispersão de sementes e movimentação animal. Siga no twitter (mileneaae) ou entre em contato direto por email (mileneaae@gmail.com)

Olá pessoal,

O Pavel me convidou a escrever esse post para comentar um pouco sobre oportunidades não tão conhecidas de desenvolver seus estudos parcial ou integralmente no exterior. A intenção é mostrar que existem outras fontes de bolsas além das óbvias que já conhecemos (Capes, CNPq, Fapexx) e apresentar alguns sites que eu conheço bem, outros superficialmente em diversas áreas do conhecimento.

Segue uma lista de sites interessantes para procurar oportunidades:

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Revisando artigos

Ciência é uma coisa linda. E trabalhar com ciência é algo lindo, divertido e intelectualmente estimulante. Mas por vezes também estressante – e embora uma parte considerável deste estresse se deva às relações (nem sempre) humanas no ambiente acadêmico e nos cursos de pós-graduação, uma parte ainda assim vai permanecer.
Por exemplo, a frustração de ter seu artigo, ao qual você dedicou três anos da sua vida, rejeitado depois de nove meses em revisão, com um revisor (ou uma revisora) dizendo que o trabalho não tem mérito científico e/ou não é digno de ser publicado em tal revista*. Aí pode dar aquela vontade de gritar um grande “Sheep swallop and bloody buttered onions!” ou coisa pior** e falar que o revisor não sabe do que está falando e ele não tem coisa melhor pra fazer do que ficar rejeitando artigos escritos por gente honesta e trabalhadora? Podia estar roubando, podia estar matando, mas estou aqui escrevendo artigos e vem alguém me dizer que eles não são bons o suficiente, sangue e cinzas!

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