Quando dois é pior do que um, ou: Hurlbert avisou!

Um vento nasceu sobre o Oceano Atlântico. Este vento soprou por cima dos mares e das terras, indo ao norte, em direção à Bahia. Deslocou dunas em Itaúnas, moveu jangadas na RESEX de Canavieiras, derrubou galhos secos na ReBio de Una, e apenas como uma brisa leve chegou a Ilhéus, balançando as folhas das palmeiras. Este vento não era o começo; mas ele era um começo.

E enquanto o vento soprava, eu fazia simulações no meu computador. Em parte inspirado por um post em que Stephen Heard se pergunta se, em trabalhos ecológicos, dois é de fato melhor do que um, resolvi explorar uma situação em que dois pode ser pior do que um. (Código disponível aqui)

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Gráficos de barras (e um pouco de ANOVA) em R

(Este post pressupõe um conhecimento básico de R. Tenho um post introdutório, caso queira, aqui).

Às vezes a melhor forma de apresentar os nossos resultados é um gráfico de barras, por exemplo quando queremos comparar entre diferentes níveis de alguns tratamentos. Por exemplo, em um artigo [recém-aceito, uhul!], comparamos o tempo de sobrevivência de ninhos artificiais entre duas localidades (borda e interior) e duas alturas (alto e baixo). O gráfico resultante foi o seguinte:

fig1.png

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Extensão universitária: PPGECB/UESC

Uns tempos atrás eu escrevi que pode ser mais fácil encontrar um unicórnio do que um projeto de extensão em algumas universidades. E uns tempos depois disso pensei, não é muito feio quando um cientista faz uma afirmação assim e nem se dá ao trabalho de testá-la?

Então recentemente pedi (via a nossa excelente secretaria!) para discentes e docentes do programa de pós-graduação onde sou pós-doc (PPGECB, da UESC) responderem a um questionário. Neste questionário, eu perguntava: qual o vínculo da pessoa com a UESC, se a pessoa está evolvida (coordenando e/ou participando) em algum projeto de extensão, e pedi para escrever sobre estes projetos.

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Oportunidades de bolsa no exterior

Este é um post convidado, escrito pela minha amiga Milene Alves-Eigenheer (também conhecida como Ju), da Unesp de Rio Claro. O post foi escrito em 5 de abril mas se perdeu em algum lugar do cyberespaço (acho que esqueci de ver o email) e estou colocando ele com atraso. A Milene é doutoranda em Ecologia e Biodiversidade pela UNESP Rio Claro, com grande interesse em dispersão de sementes e movimentação animal. Siga no twitter (mileneaae) ou entre em contato direto por email (mileneaae@gmail.com)

Olá pessoal,

O Pavel me convidou a escrever esse post para comentar um pouco sobre oportunidades não tão conhecidas de desenvolver seus estudos parcial ou integralmente no exterior. A intenção é mostrar que existem outras fontes de bolsas além das óbvias que já conhecemos (Capes, CNPq, Fapexx) e apresentar alguns sites que eu conheço bem, outros superficialmente em diversas áreas do conhecimento.

Segue uma lista de sites interessantes para procurar oportunidades:

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Revisando artigos

Ciência é uma coisa linda. E trabalhar com ciência é algo lindo, divertido e intelectualmente estimulante. Mas por vezes também estressante – e embora uma parte considerável deste estresse se deva às relações (nem sempre) humanas no ambiente acadêmico e nos cursos de pós-graduação, uma parte ainda assim vai permanecer.
Por exemplo, a frustração de ter seu artigo, ao qual você dedicou três anos da sua vida, rejeitado depois de nove meses em revisão, com um revisor (ou uma revisora) dizendo que o trabalho não tem mérito científico e/ou não é digno de ser publicado em tal revista*. Aí pode dar aquela vontade de gritar um grande “Sheep swallop and bloody buttered onions!” ou coisa pior** e falar que o revisor não sabe do que está falando e ele não tem coisa melhor pra fazer do que ficar rejeitando artigos escritos por gente honesta e trabalhadora? Podia estar roubando, podia estar matando, mas estou aqui escrevendo artigos e vem alguém me dizer que eles não são bons o suficiente, sangue e cinzas!

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Segurança no trabalho de campo

O que vale mais: seus dados ou sua vida?

Ou, caso você oriente, o que vale mais: os dados ou a segurança, e a vida, das/os orientandas/os?

Acho que conheço ao menos uma pessoa que responderia “meus dados” para a primeira pergunta, mas não para a segunda.

Então por que damos tão pouco valor à segurança em campo nos nossos trabalhos de ecologia? Trabalhar com ecologia é lindo, estar no meio à natureza (coletando dados, ou não) para muita gente é uma das melhores sensações do mundo, e, na minha experiência pessoal, acidentes além de um simples corte são raros. Mas acontecem.  Inclusive tenho uma amiga que uma vez precisou interromper a campanha de campo e ser escoltada pela polícia porque havia palmiteiros na área e não era mais seguro trabalhar.

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R: Primeiros passos (inclusive em Linux!)

Esse post é pra você que nunca usou o R, ou pra você que usa o R mas nunca adquiriu uma base, ou pra você que manja de R, vai ensinar R pra alguém e não sabe por onde começar. Vou falar de: como instalar o R; criar um script; fazer algumas operações matemáticas; criar alguns objetos; abrir uma planilha de dados; e ser feliz. Como qualquer começo, este começo pode ser chato, mas recomendo ler até o final e praticar em R enquanto lê ou depois 🙂

Existem inúmeros tutoriais, em texto e vídeo, ensinando a usar o R. Acho que tem até um site com tudo isso organizado! Aqui neste blog tem o script-base do minicurso de R que ministro. Mas como acho mais divertido escrever coisas do que organizar coisas já escritas, segue aqui a minha contribuição a esta literatura. 🙂

Bom, a primeira coisa a fazer é ir no site do R e instalar o R! Em Windows basta baixar o arquivo; em Linux o site fornece as instruções. Eu acho que simplesmente rodei o comando sudo apt-get install r-base. Tendo instalado o R, podemos abrir ele e começar a brincar!

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