Programação em R: loops for – parte 1

Digamos que você precisa repetir um procedimento no computador umas cinco vezes – talvez rodar a mesma análise sobre cinco conjuntos de dados. O que você faz?

Provavelmente repete o procedimento cinco vezes e faz fazer outra coisa da vida, né? 🙂

Mas digamos que você precisa repetir um procedimento vinte ou trinta vezes. E agora?

Talvez a tendência seja pensar “Que tédio! Mas vamos lá né.”, repetir o procedimento e depois, talvez já com um certo grau de irritação, ir fazer outra coisa da vida.

E se forem cem vezes? Dá pra passar um dia rodando análises de forma repetida, mas será este o melhor investimento do nosso tempo?

Neste post vou mostrar com usar loops (ou seja, procedimentos repetitivos) em R para automatizar uma tarefa. Especificamente, vou mostrar como usar a estrutura for para repetir um procedimento um determinado número de vezes. Darei dois exemplos: um gráfico de bolinhas que não serve pra nada a não ser demonstrar loops; e uma análise por permutações. Semana que vem darei mais dois exemplos: uma regressão com diversas variáveis-resposta no mesmo objeto; e uma análise de variáveis que estão em arquivos diferentes no computador.

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Vida acadêmica: a minha história

Depois de uma série linda e sensacional de posts sobre vida fora ou meio-fora-meio-dentro da Academia – sério, se não leram esses posts ainda, leiam; são os últimos antes deste -, me pareceu uma boa ideia escrever sobre a vida dentro da academia. E como toda experiência é uma experiência pessoal, vou aqui contar a minha. Acho que a minha trajetória na Universidade pode ser considerada como uma trajetória de sucesso; e acho que ela é um pouco diferente daquilo que costumam indicar para uma trajetória de sucesso em alguns aspectos – mas também um tanto similar em tantos outros.

E bom, quem nunca quis escrever uma auto-biografia, né? 🙂

Resumindo: minha vida foi uma grande emenda, emendando ensino médio – graduação – mestrado – doutorado (com uma especialização no meio) – pós-doc – professor adjunto. Emendar pós-doc no doutorado não era o único plano – eu tinha pensado em ficar um tempo de boa, traduzindo artigos – mas aconteceu. E emendar pós-doc com vida de professor foi inesperado, mas foi, digamos, bem dahorinha, mesmo. 🙂 (Sim, eu uso o termo dahorinha no sentido de Uhuuuuuul que sensacional meu woooooow, rs)

(Aviso: texto longo à frente; não tive tempo de torná-lo mais curto e nem de revisar a ortografia.)

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Doutorado e consultoria, ou Como matar um coelho com duas cajadadas

Este é um post convidado, escrito por Jessyca Luana Teixeira, e (até o momento) o último na série de textos sobre como é a vida fora da Academia. Jessyca é doutoranda em Ecologia e Conservação da Biodiversidade na UESC, trabalhando com biologia marinha, mas por um bom tempo trabalhou também com consultorias – inclusive na caatinga, bem longe do mar. Pedi para ela escrever um pouco sobre como foi conciliar as duas coisas e ela gentilmente concordou 🙂

Todos sabem que um doutorado não é tão simples obter, requer tempo, dedicação e dinheiro. Assim eu pensei que seria os meus principais obstáculos no doutorado. Fui aprovada, que legal!! Mas sem bolsa e com previsão incerta de ter. Veio aquele desespero, continuar ou desistir sem bolsa? Venho de uma família de muitos filhos e poucos recursos financeiros, não seria uma opção pedir ajuda financeira aos meus pais. Poderia trabalhar, claro!! Mas a julgar que o doutorado requer muito do aluno, considerei não dar conta. Mas como adoro desafios (e não tinha muita escolha) aceitei arriscar, pois não vivemos de fotossíntese (infelizmente) e precisamos pagar as contas.

No período de um ano sem bolsa, forneci consultoria ambiental para empresas diferentes. Após essa experiência tenho pontos a levantar sobre.

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