A quem pertencem os dados?

Visualizemos uma pesquisa de doutorado, ou de mestrado, ou de iniciação científica.
Independentemente do tema, da área de estudo, de qualquer coisa, esta pesquisa vai consistir de algumas partes:

  • Idealização da pesquisa ou ideia geral;
  • Planejamento ou desenho amostral ou experimental;
  • Coleta de dados;
  • Análise e interpretação os dados coletados;
  • Escrita de um trabalho científico.

Esta pesquisa também terá, via de regra, o envolvimento de duas ou mais pessoas:

  • Orientador/a;
  • Discente (seja de graduação, mestrado ou doutorado);
  • Colegas de laboratório;
  • Outros docentes que colaborem ensinando, fornecendo equipamentos ou avaliando criticamente o desenho amostral;
  • Mateiros, consultores estatísticos etc.

Continuar lendo

Anúncios

Sobre (a falta de) parceria na academia

Este é um post convidado, escrito por Marcela Marega Imamura, doutoranda em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela UESC. Uma das motivações para sua tese é buscar melhores caminhos para uma maior comunicação entre as ONGs voltadas à conservação de golfinhos e baleias do Atlântico Sul Ocidental.

Pavel me convidou para escrever sobre alguma experiência ou ideia em seu blog e de cara me veio um tema a respeito do qual venho refletindo desde que ingressei na empreitada acadêmica, é sobre algo que estamos predestinados a nos esbarrar em todas as instituições. Não é sobre mim.

Imagine uma situação em uma academia em que bombados estão em frente ao espelho olhando pra si admirando-se e olhando de relance, invejando o tanquinho e muques do outro. Então, situações assim acontecem frequentemente na “nossa vida de academia” com o Currículo Lattes.

Continuar lendo

Conservação mundo afora: ICCB 2017 (Cartagena, Colômbia)

Recentemente, no final de julho, participei do International Congress for Conservation Biology  – ICCB 2017. Este é um evento internacional de alto nível, organizado pela Society for Conservation Biology – sim, aquela que publica as revistas Conservation Biology e Conservation Letters. Eu havia participado de um evento desses em 2005, em Brasília, no começo da minha graduação; e agora, doze anos mais tarde, resolvi participar de um segundo. Posso falar que valeu muito a pena!

Continuar lendo

Quando dois é pior do que um, ou: Hurlbert avisou!

Um vento nasceu sobre o Oceano Atlântico. Este vento soprou por cima dos mares e das terras, indo ao norte, em direção à Bahia. Deslocou dunas em Itaúnas, moveu jangadas na RESEX de Canavieiras, derrubou galhos secos na ReBio de Una, e apenas como uma brisa leve chegou a Ilhéus, balançando as folhas das palmeiras. Este vento não era o começo; mas ele era um começo.

E enquanto o vento soprava, eu fazia simulações no meu computador. Em parte inspirado por um post em que Stephen Heard se pergunta se, em trabalhos ecológicos, dois é de fato melhor do que um, resolvi explorar uma situação em que dois pode ser pior do que um. (Código disponível aqui)

Continuar lendo

Gráficos de barras (e um pouco de ANOVA) em R

(Este post pressupõe um conhecimento básico de R. Tenho um post introdutório, caso queira, aqui).

Às vezes a melhor forma de apresentar os nossos resultados é um gráfico de barras, por exemplo quando queremos comparar entre diferentes níveis de alguns tratamentos. Por exemplo, em um artigo [recém-aceito, uhul!], comparamos o tempo de sobrevivência de ninhos artificiais entre duas localidades (borda e interior) e duas alturas (alto e baixo). O gráfico resultante foi o seguinte:

fig1.png

Continuar lendo

Extensão universitária: PPGECB/UESC

Uns tempos atrás eu escrevi que pode ser mais fácil encontrar um unicórnio do que um projeto de extensão em algumas universidades. E uns tempos depois disso pensei, não é muito feio quando um cientista faz uma afirmação assim e nem se dá ao trabalho de testá-la?

Então recentemente pedi (via a nossa excelente secretaria!) para discentes e docentes do programa de pós-graduação onde sou pós-doc (PPGECB, da UESC) responderem a um questionário. Neste questionário, eu perguntava: qual o vínculo da pessoa com a UESC, se a pessoa está evolvida (coordenando e/ou participando) em algum projeto de extensão, e pedi para escrever sobre estes projetos.

Continuar lendo