Maternidade e Academia

Este é um post convidado – e acredito que é o post mais importante na história deste blog. É sobre como é ser mãe na Academia, com todas as demandas de aulas, artigos – e com todas as demandas maternas. E para isso, convidei quatro amigas, todas da Ecologia, para relatarem suas experiências: Amanda Anjos (bióloga pela UFG, mestra pela UESC), Amanda Cerqueira (que está no começo do doutorado na UESC), Leiza soares (na metade do doutorado na UESC) e Larissa Rocha (doutora e pós-doc na UESC). Os textos se complementam, abordando as dificuldades e as coisas boas. Muitíssimo obrigado por terem aceitado o convite, e desculpem a eventual pressão para ter os textos prontos!

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Secretariando na Pós

Este é um post convidado, escrito por Iky Anne Dias, secretária do PPGECB-UESC sem a qual, junto com a Amábile, o Programa provavemente estaria em ruínas. Pedi pra Iky escrever este post ao perceber que eu mesmo, durante minha pós-graduação, não dava o devido valor à Secretaria do meu Programa. E também porque via de regra não sabemos como é este trabalho. Então, aqui está! 🙂

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Ensinando R…

Escrevi esse post* pensando em ajudar quem vai dar ministrar seus primeiros minicrusos, aulas ou disciplinas sobre o R ou que utilizem o R. Me baseio na minha experiência ensinando R desde 2014 – no caso, alguns minicursos e algumas disciplinas de pós-graduação. Não é uma baita experiência, mas é melhor do que nada!

Então… algumas dicas ou conselhos, que você pode seguir, adaptar ou ignorar 😉

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Luta de classes na Universidade

Este é mais um post discutindo aspectos da vida acadêmica com um ar meio revoltado… Acho que estou meio revolts ultimamente 🙂 E também estou lendo um livro de educação ambiental que me faz indagar sobre algumas coisas.

Não sou sociólogo, não tenho formação em ciências sociais, minhas leituras nissos são extremamente limitadas, e só tive mesmo contato com ciências humanas quando estudava educação ambiental. Ou seja, a probabilidade de eu não fazer a menor idéia sobre o que estou falando é grande. 🙂 E também sinto que não consegui me expressar aqui, e nem formular direito as minhas opiniões. Mas só percebi isso depois do texto estar escrito, então bora lá!

Quando falamos em “luta de classes”… O que vem à sua mente? Obviamente, um paladino e um mago lutando contra um ranger e um clérigo enquanto um bardo compões canções sobre isso. Imagino que vem à mente a clássica questão do proletariado – detentor da mão de obra – e dos donos dos meios de produção… Acertei?

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Independência de pensamento

Existem outros textos excelentes sobre o que é ser cientista, que características cientistas precisam ter e questionando você, leitor ou leitora, se você de fato quer seguir o Caminho da Ciência. Abaixo cito alguns:

(Já falei que sou fã do Marco Mello?) Outras pessoas escreveram sobre o assunto, mas estes acima são os textos com que mais me identifico.

E considerando a simples importância deste tema e o quanto já foi dito sobre ele, eu devia parar de chover no molhado e ir fazer alguma coisa mais útil da minha vida tipo preparar a minha aula nada mais sensato do que eu também dar meus pitacos aqui, né? 🙂

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A quem pertencem os dados?

Visualizemos uma pesquisa de doutorado, ou de mestrado, ou de iniciação científica.
Independentemente do tema, da área de estudo, de qualquer coisa, esta pesquisa vai consistir de algumas partes:

  • Idealização da pesquisa ou ideia geral;
  • Planejamento ou desenho amostral ou experimental;
  • Coleta de dados;
  • Análise e interpretação os dados coletados;
  • Escrita de um trabalho científico.

Esta pesquisa também terá, via de regra, o envolvimento de duas ou mais pessoas:

  • Orientador/a;
  • Discente (seja de graduação, mestrado ou doutorado);
  • Colegas de laboratório;
  • Outros docentes que colaborem ensinando, fornecendo equipamentos ou avaliando criticamente o desenho amostral;
  • Mateiros, consultores estatísticos etc.

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Sobre (a falta de) parceria na academia

Este é um post convidado, escrito por Marcela Marega Imamura, doutoranda em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela UESC. Uma das motivações para sua tese é buscar melhores caminhos para uma maior comunicação entre as ONGs voltadas à conservação de golfinhos e baleias do Atlântico Sul Ocidental.

Pavel me convidou para escrever sobre alguma experiência ou ideia em seu blog e de cara me veio um tema a respeito do qual venho refletindo desde que ingressei na empreitada acadêmica, é sobre algo que estamos predestinados a nos esbarrar em todas as instituições. Não é sobre mim.

Imagine uma situação em uma academia em que bombados estão em frente ao espelho olhando pra si admirando-se e olhando de relance, invejando o tanquinho e muques do outro. Então, situações assim acontecem frequentemente na “nossa vida de academia” com o Currículo Lattes.

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