Oportunidades de bolsa no exterior

Este é um post convidado, escrito pela minha amiga Milene Alves-Eigenheer (também conhecida como Ju), da Unesp de Rio Claro. O post foi escrito em 5 de abril mas se perdeu em algum lugar do cyberespaço (acho que esqueci de ver o email) e estou colocando ele com atraso. A Milene é doutoranda em Ecologia e Biodiversidade pela UNESP Rio Claro, com grande interesse em dispersão de sementes e movimentação animal. Siga no twitter (mileneaae) ou entre em contato direto por email (mileneaae@gmail.com)

Olá pessoal,

O Pavel me convidou a escrever esse post para comentar um pouco sobre oportunidades não tão conhecidas de desenvolver seus estudos parcial ou integralmente no exterior. A intenção é mostrar que existem outras fontes de bolsas além das óbvias que já conhecemos (Capes, CNPq, Fapexx) e apresentar alguns sites que eu conheço bem, outros superficialmente em diversas áreas do conhecimento.

Segue uma lista de sites interessantes para procurar oportunidades:

Continuar lendo

Revisando artigos

Ciência é uma coisa linda. E trabalhar com ciência é algo lindo, divertido e intelectualmente estimulante. Mas por vezes também estressante – e embora uma parte considerável deste estresse se deva às relações (nem sempre) humanas no ambiente acadêmico e nos cursos de pós-graduação, uma parte ainda assim vai permanecer.
Por exemplo, a frustração de ter seu artigo, ao qual você dedicou três anos da sua vida, rejeitado depois de nove meses em revisão, com um revisor (ou uma revisora) dizendo que o trabalho não tem mérito científico e/ou não é digno de ser publicado em tal revista*. Aí pode dar aquela vontade de gritar um grande “Sheep swallop and bloody buttered onions!” ou coisa pior** e falar que o revisor não sabe do que está falando e ele não tem coisa melhor pra fazer do que ficar rejeitando artigos escritos por gente honesta e trabalhadora? Podia estar roubando, podia estar matando, mas estou aqui escrevendo artigos e vem alguém me dizer que eles não são bons o suficiente, sangue e cinzas!

Continuar lendo

Segurança no trabalho de campo

O que vale mais: seus dados ou sua vida?

Ou, caso você oriente, o que vale mais: os dados ou a segurança, e a vida, das/os orientandas/os?

Acho que conheço ao menos uma pessoa que responderia “meus dados” para a primeira pergunta, mas não para a segunda.

Então por que damos tão pouco valor à segurança em campo nos nossos trabalhos de ecologia? Trabalhar com ecologia é lindo, estar no meio à natureza (coletando dados, ou não) para muita gente é uma das melhores sensações do mundo, e, na minha experiência pessoal, acidentes além de um simples corte são raros. Mas acontecem.  Inclusive tenho uma amiga que uma vez precisou interromper a campanha de campo e ser escoltada pela polícia porque havia palmiteiros na área e não era mais seguro trabalhar.

Continuar lendo

R: Primeiros passos (inclusive em Linux!)

Esse post é pra você que nunca usou o R, ou pra você que usa o R mas nunca adquiriu uma base, ou pra você que manja de R, vai ensinar R pra alguém e não sabe por onde começar. Vou falar de: como instalar o R; criar um script; fazer algumas operações matemáticas; criar alguns objetos; abrir uma planilha de dados; e ser feliz. Como qualquer começo, este começo pode ser chato, mas recomendo ler até o final e praticar em R enquanto lê ou depois 🙂

Existem inúmeros tutoriais, em texto e vídeo, ensinando a usar o R. Acho que tem até um site com tudo isso organizado! Aqui neste blog tem o script-base do minicurso de R que ministro. Mas como acho mais divertido escrever coisas do que organizar coisas já escritas, segue aqui a minha contribuição a esta literatura. 🙂

Bom, a primeira coisa a fazer é ir no site do R e instalar o R! Em Windows basta baixar o arquivo; em Linux o site fornece as instruções. Eu acho que simplesmente rodei o comando sudo apt-get install r-base. Tendo instalado o R, podemos abrir ele e começar a brincar!

Continuar lendo

E aquele artigo, já publicou?

E aquele artigo?

É, aquele lá mesmo. Você sabe do qual estou falando!

Já publicou?

Ainda não?

Oxi…

Eu também não! Que coisa, né?

Toca aí o/

Continuar lendo

Quando menos é mais, e quando menos é menos: número de amostras VS esforço amostral

Disclaimer: Pode haver erros conceituais no texto abaixo. Se achar as informações dele relevantes, recomendo estudar por outras fontes também. Agradeço também se apontarem os erros ou imprecisões que encontrarem. 🙂

O que é melhor: colocar mais parcelas ou colocar parcelas maiores? Amostrar mais fragmentos de vegetação ou fazer uma amostragem mais intensa em cada um deles? Fazer medidas rápidas em um grande número de indivíduos ou fazer medidas mais precisas em um grupo menor de indivíduos?

Pensando na questão de replicação, é melhor ter mais amostras independentes. Não vou entrar neste quesito aqui, pois muito já foi escrito a respeito. Recomendo esse texto do Andrew Hendry e referências citadas nele (Se você ainda não leu o trabalho clássico do Hurlbert sobre pseudoréplicas, leia). Vou falar de uma outra questão hoje: quão precisas são as nossas medidas e como isso afeta os nossos resultados.

Continuar lendo

Liderança na Academia

Não se ouve falar muito em liderança, ou como ser um bom líder, no meio acadêmico, né?

Vejo mas referências a liderança no contexto empresarial. E acho que devíamos falar mais disso no meio acadêmico também, afinal, assumimos papéis de liderança em várias situações, via de regra sem nenhum treinamento pra isso. E saber liderar (assim como saber seguir) é importante para atingir um objetivo, especialmente pensando em objetivos complexos envolvendo várias pessoas com visões diferenças.

Por liderança não quero dizer fazer pessoas seguir suas ordens ou a sua vontade. É algo mais complexo que isso (e acho que não sei o que exatamente quero dizer com isso rs). Não que eu entenda muito deste assunto, nunca o estudei exceto por uma videoaula três anos atrás.

Continuar lendo