Como estudar estatística (conselhos de Mestre Yoda)

Quando o Templo Jedi foi atingido por um raio, novos textos, antes desconhecidos, vieram à tona. Um desses textos, transcrevendo ensinamentos de Mestre Yoda, está abaixo.

Estudar estatística você deve, jovem Padawan. Mas isso eu já lhe falei. Uma outra pergunta você pode me fazer. Como estudar estatística? E sobre isso, alguns conselhos tentarei lhe dar.

Yoda_Sketch011

O texto estava acompanhado por este retrato do Mestre enquanto ele proferia tais sábias palavras. O retrato é assinado por duas Padawans, Ana Beatriz Silva e viwtaria.

O primeiro conselho é: depender de um Mestre você não deve. Depender de aulas você não deve. Depender de disciplinas você não deve. Depender de cursos você não deve. Aulas não peça – peça referências.

Continuar lendo

Introdução ao sensoriamento remoto

Este é um post convidado, escrito por Iorrana Figueiredo, geógrafa pela UESC e atualmente mestranda na UFV. Sabem aquelas pessoas que estando na graduação parecem já terem terminado um mestrado, de tanto que entendem de um assunto e de tanto que tomam iniciativa? É tipo ela 🙂 Bem feliz por ela ter escrito pro anotherecoblog!

Antes de iniciar, gostaria de agradecer ao Pavel pelo convite em publicar em seu blog, fico lisonjeada em poder contribuir e poder falar um pouco sobre um assunto que tem sido a minha área de estudo desde o início da minha graduação. Sou Geógrafa, formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz – Bahia, e atualmente estou cursando o mestrado em Solos e Nutrição de Plantas, na Universidade Federal de Viçosa – Minas Gerais, com o enfoque em Gênese e Classificação de Solos e Pedometria.

Bom, pretendo trazer um apanhado de como o Sensoriamento Remoto (SR) vem sendo aplicado nas diversas áreas das ciências, principalmente na área da ecologia e afins. O SR, para quem não sabe, é uma ciência que tem se desenvolvido grandemente com o avanço das tecnologias de detecção de dados a longa distância e das técnicas de processamento de dados para a geração de informações. Bom, talvez não tenha ficado claro, mas no decorrer do texto, vocês entenderão melhor.

Continuar lendo

anotherecoblog registrado como projeto de extensão!

Desde o final de agosto deste ano o Mais Um Blog de Ecologia e Estatística está registrado como um projeto de extensão do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia. 🙂 Registrado sob o número 14187 pela Pró-Reitoria de Extensão desta Universidade.

E por que estou compartilhando isso como vocês? Bom, porque é algo legal e que vale ser compartilhado, uai! E também para discutir um pouco por que considero ele um projeto de extensão e por que é legal registrar tais projetos.

Continuar lendo

Nomeando e organizando arquivos

Organização é uma arte.

Já repararam como trabalhar em um espaço organizado muitas vezes deixa o trabalho mais agradável e mais fluido? (Estou visualizando pessoas que já viram minha mesa de trabalho pensarem “Oi? Pavel falando isso? Já viram a bagunça Mordoriana que é a mesa de trabalho dele?” – Façam o que eu digo, não façam o que eu faço!)

Pois então, essa organização diz respeito também aos nossos arquivos no computador! E em era de espertofones e aplicativos, quando você muitas vezes nem vê o nome do arquivo direito, me parece que habilidades de organizar arquivo estão ficando cada vez mais e mais raras… Mas, se você trabalha com computadores – seja academicamente, seja artisticamente, seja de qualquer outra forma – é essencial manter uma boa organização dos dados! Idealmente desde o começo. Quando estamos começando algo, ainda temos poucos arquivos, e podemos trabalhar mesmo sem uma boa organização. Mas o projeto vai crescendo, e de repente não conseguimos mais achar nada no mar de coisas perdidas em pastas aleatórias.

Aqui então darei alguns conselhor sobre como organizar nossos arquivos no computador, focando em três aspectos: 1) organização em pastas; 2) arquivos com nomes informativos; 3) controle de versões. Escrevo com base na minha própria experiência, conversas com outras pessoas e algumas coisas que li por aí.

Continuar lendo

Ecologia do Fogo

Você já viu como fica a mata atlântica depois de um incêndio?

Assim.

DSC02987_flickr

Área de mata atlântica alguns meses depois de um incêndio, no Refúgio de Vida Silvestre de Una, BA. (#pracegover: a foto mostra uma área com uma cobertura verde em uma altra relativamente baixa e com vários troncos de árvores, em pé mas sem folhas).

Essa samambaia enorme que ocupa praticamente toda a área é o Pteridium arachnoideum (popularmente conhecido por samambaião ou por feto), uma samambaia que, embora seja nativa, é considerada superdominante – ou seja, em certas condições ela acaba dominando completamente uma área, podendo causar sérios impactos às outras espécies. (Por outro lado, exite ao menos um estudo que parece indicar que ela também favorece a regeneração, ao amenizar a temperatura debaixo dela).

O que acontece com a floresta depois? Como é a regeneração dela? E em outros ambientes, o fogo tem o mesmo efeito? O impacto depende do tipo de incêndio? E o que, afinal, provoca os incêndios nestas áreas?

Isso e outras questões são as abordadas por uma área da ecologia conhecida por Fire Ecology, ou Ecologia do Fogo.

Continuar lendo

Dicas para iniciantes. Atenção aos insights!

Este é um post se-convidado, escrito por Marcela Marega Imamura, a Sereia dos Botos doutorando em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela UESC.

Durante a pós-graduação, temos que conciliar 666 (não fui eu que escolhi esse número áureo) atividades simultaneamente. Dentre as principais estão: disciplinas, campo, escrita, reuniões, procura de financiamento, qualificação, estágios.

Sem contar algumas atividades pessoais clássicas: com casa, cachorro, família, problemas de família, ficar rico e pobre na mesma semana, exercícios físicos para não enlouquecer, ter uma praia sedutora te olhando (#whiteprob), se virar do avesso para não perder sobrinho nascer lá em outro estado etc.

O barulhinho do pós-graduando no final é que há muitas disciplinas a cumprir, e muitas vezes não conseguimos focar nas atividades do projeto em si antes de finalizá-las. Bom, o mestrado/doutorado não se resumem ao projeto, mas, projeto é parte essencial do mestrado/doutorado.

Continuar lendo

Iniciando um projeto de pesquisa

Acho que “Escreva um projeto” é uma das frases que aspiras a cientista mais ouvem, em qualquer nível, desde a graduação até o doutorado. Depois paramos de ouvir essa frase porque já ficou tão impregnada na nossa mente que não tem muito por que continuar falando.

E aí de repente alguém que nunca escreveu um projeto na vida, ou nunca escreveu um projeto daquele tipo na vida, se confronta com uma grande questão: como transformar um grande Nada em um belo e idealmente financiável Projeto.

Pois quando se ouve “Escreva um projeto”, frequentemente não existe um ponto de partida, ou, caso exista, é um ponto de partida com o qual a pessoa não está familiarizada. E, num ato de (sub)criação, espera-se que onde apenas Nada havia, um Projeto seja criado.

Pessoa tentando transformar um Nada em um Projeto, este texto é para você. 🙂

E a primeira coisa que quero lhe dizer é: o Nada na verdade não é um Nada. Existe sim um ponto de partida, mesmo que você não saiba qual é. Este ponto de partida é o seu conhecimento prévio, os seus interesses e a sua curiosidade.

Continuar lendo